segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Jornalismo TV Pública

Ao ligar a TV Brasil de manhã Às 8:00hrs ou às 21:00hrs veremos o Repórter Brasil, o jornal da TV Brasil. Com cerca de uma hora de duração temos as noticias diárias. Contudo dúvido que alguém consiga ficar por mais de 10 minutos vendo o notíciario.

A primeira coisa que se nota é o formato, um pouco confuso, com três apresentadores , um em Brasilia, outro em São Paulo e por fim um no Rio de Janeiro; O modelo jornalístico de que o apresentador é apenas um link entre as matérias jornalísticas, onde a maior parte são repetições do discurso apresentado nas TVs convencionais.

Além disso ao final dos blocos apresentam enquetes perguntando aos populares perguntas muitas fezes entediantes do gênero "você compra presente para fulano no dia tal" ou "Como você paga suas dívidas".

Agora o contéudo mais ultrajante é no bloco "você sabia", que tratando o telespectador como um ser obtuso mostra quadros explicando as coisas mais básicas.

Em alguns programas ocorrem entrevistas no estúdio, geralmente gravadas, onde as perguntas são programadas para ter uma resposta ideal, nunca existe um confronto de idéias, nunca ninguém é pressionado;

O jornal da TV Brasil é péssimo e convencional. Contudo não espero apenas mostrar a crítica ao que é feito, quero falar do caso de um seriado norte americano que tem feito relativo sucesso chamado The NewsRoom. Na série um canal a cabo resolve fugir dos clichês comum dos noticiários pouco agressivos e passivos, ainda mais tratando-se de um país que está em uma grave crise , tanto econômico, como ética e política.

No seriado o jornalista do "jornal das 9" interpretado pelo ator Jeff Deniels sofre um ataque de "anti-hipocrisia", e é afastado por um tempo do jornal apos falar algumas verdades em um debate na universidade, logo após na sua volta de suas férias forçadas ele tem uma nova produtora , interpretada por Emily Mortimer, aqui começa o novo modelo, onde o jornalista não age de forma passiva e busca as informações dos políticos, debate as idéias , ataca os grupos mostrando seus reais financiadores. Claro que isso não fica ao leu, logo a dona da emissora mostra que ela possuí contatos econômicos com alguns desses sujeitos, então entra em um conflito audiência verso qualidade jornalística.

Agora é isso que o canal público pode fazer, e deve fazer, ter um jornal ativo, dinâmico, com entrevistas sérias e diretas, sendo assim o jornal ideal.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

TV Brasil ou EBC TV?

As siglas para empresas de informações são muito comuns nas mídias públicas, as mais famosas são da BBC (British Broadcasting Corporation) do Reino Unido, RTP[Radiotelevisão Portuguesa] de Portugal, PBS(Public Broadcasting Service) dos Estados Unidos, NHK (Japan Broadcasting Corporation) do Japão, DW (Deutsche Welle) da Alemanha.

BBC Reino Unido

RTP de Portugal
DW da Alemanha

No Brasil pela EBC (Empresa Brasileira de Comunicação) nós temos a TV Brasil
Agora me pergunto, se queremos ter uma difusão internacional e nacional, uma modernização na mídia pública, se torna essencial que tenhamos uma mídia unificada em seu logo e nome, isso faz com que esta simplificação crie uma marca universal, que pode atender diversas mídias, criando uma rápida identificação com o grupo de mídia. Dos exemplos acima a BBC ainda possue as rádios, BBC Radio One, Two,etc. Além de canais regionais, BBC Wales/Cymru , BBC Scotland, BBC North Ireland, sendo também transmitidos em línguas locais.

A proposta é criar o canal EBC, isto geraria uma simplificação que geraria uma maior absorção pelo público da marca, além disto contribuiria para difusão internacional, tirando o sentido restrito, até de algum nacionalismo exacerbado que o nome "TV Brasil" possa ser gerado. Além disso com as mídias digitais vai ser comum os canais terem vários canais, simplificaria mais ainda sendo por exemplo EBC 1, EBC 2, EBC Esportes, EBC RJ, EBC ES, etc,etc.


Editorial

Este blog tem como espaço discutir e apresentar propostas, críticas e sugestões na construção de uma TV Pública de qualidade, assim como a áudio-difusão com conteúdo público, de qualidade, contudo que não seja hermético em conteúdo.

As opiniões inferidas aqui são pessoais. Contudo a construção de uma TV Pública como é por exemplo a TV Brasil faz parte da construção das pessoas que entendem o papel determinante na construção social de mídias públicas que não sejam meramente atreladas ao mercado nem mesmo ao Estado, apresentando as mazelas e os valores culturais mais sublimes da sociedade brasileira.