A primeira coisa que se nota é o formato, um pouco confuso, com três apresentadores , um em Brasilia, outro em São Paulo e por fim um no Rio de Janeiro; O modelo jornalístico de que o apresentador é apenas um link entre as matérias jornalísticas, onde a maior parte são repetições do discurso apresentado nas TVs convencionais.
Além disso ao final dos blocos apresentam enquetes perguntando aos populares perguntas muitas fezes entediantes do gênero "você compra presente para fulano no dia tal" ou "Como você paga suas dívidas".
Agora o contéudo mais ultrajante é no bloco "você sabia", que tratando o telespectador como um ser obtuso mostra quadros explicando as coisas mais básicas.
Em alguns programas ocorrem entrevistas no estúdio, geralmente gravadas, onde as perguntas são programadas para ter uma resposta ideal, nunca existe um confronto de idéias, nunca ninguém é pressionado;
O jornal da TV Brasil é péssimo e convencional. Contudo não espero apenas mostrar a crítica ao que é feito, quero falar do caso de um seriado norte americano que tem feito relativo sucesso chamado The NewsRoom. Na série um canal a cabo resolve fugir dos clichês comum dos noticiários pouco agressivos e passivos, ainda mais tratando-se de um país que está em uma grave crise , tanto econômico, como ética e política.
No seriado o jornalista do "jornal das 9" interpretado pelo ator Jeff Deniels sofre um ataque de "anti-hipocrisia", e é afastado por um tempo do jornal apos falar algumas verdades em um debate na universidade, logo após na sua volta de suas férias forçadas ele tem uma nova produtora , interpretada por Emily Mortimer, aqui começa o novo modelo, onde o jornalista não age de forma passiva e busca as informações dos políticos, debate as idéias , ataca os grupos mostrando seus reais financiadores. Claro que isso não fica ao leu, logo a dona da emissora mostra que ela possuí contatos econômicos com alguns desses sujeitos, então entra em um conflito audiência verso qualidade jornalística.Agora é isso que o canal público pode fazer, e deve fazer, ter um jornal ativo, dinâmico, com entrevistas sérias e diretas, sendo assim o jornal ideal.
